"A maior fonte de energia é a vontade de vencer as próprias limitações." Charles Chaplin

3 de outubro de 2009

Processo Grupal e a questão do poder em Martín Baró (Sueli T. Ferreira Martins)

O presente artigo trata da concepção de processo grupal e poder social enfocada por Martín-Baró.1 O autor retoma a concepção de grupo presente no trabalho de Sílvia Lane, quando considera os aspectos pessoais, as características grupais, a vivência subjetiva e realidade objetiva e o caráter histórico do grupo. Na perspectiva da psicologia social, segundo o autor, é muito mais relevante a análise do papel do poder na vida cotidiana, no dia-a-dia das pessoas, do que se centrar nos acontecimentos excepcionais e não rotineiros. Considerando que grande parte da prática profissional do psicólogo, principalmente numa perspectiva psicossocial, envolve o trabalho com grupos, a abordagem da questão do poder passa a ter papel fundamental. Neste sentido, o contato com a produção de Martín-Baró é essencial e pode contribuir incisivamente no nosso trabalho cotidiano.

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3 de agosto de 2009

Atuação do psicólogo escolar: alguns dados históricos (Elizabeth G. Yazlle)

A partir de dados da história da Educação no Brasil, bem como a íntima relação entre esta e a Psicologia Brasileira, a autora resgata as origens epistemólogicas e metodológicas da atual configuração da Psicologia Escolar Brasileira, de forma a contribuir para a reflexão sobre a prática profissional e construção de alternativas ao modelo tradicional de atuação. Para tanto resgata a origem da Psicologia no modelo positivista de ciência, que tem seu auge na modernidade e apresenta a construção histórica do Movimento da Escola Nova no Brasil e o Movimento Higienista na Educação, demonstrando as influências dos dois modelos no atual sistema educacional e na prática do psicólogo que atua junto às escolas.

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11 de junho de 2009

Contextos Grupais e Sujeitos em Relação: Contribuições às Reflexões sobre Grupos Sociais (Andréa V. Zanella, Clarissa T. Lessa e Silvia da Ros)

A partir dos aportes teóricos da psicologia histórico-cultural considera-se que o sujeito se constitui/ é constituído em seus vários aspectos via processo de apropriação, sempre singular, tanto do saber quanto do saber fazer da sociedade. Essa apropriação, por sua vez, não se dá em abstrato, mas através de relações em grupos sociais diversos, onde ganham destaque os lugares sociais imputados aos/assumidos pelos sujeitos. Cientes tanto da complexidade das teorias de grupos e suas relevantes contribuições para a psicologia, bem como de nossa limitada relação com a temática, é objetivo deste trabalho analisar, a partir de três investigações realizadas com diferentes grupos de adultos escolarizados reunidos em razão de atividades de ensinar e aprender sistematizadas, a
dinâmica das relações entre sujeitos e grupos, com destaque para os diálogos estabelecidos entre os mesmos que, nesses contextos, mutuamente se constituíam.

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Afetividade: a manifestação de sentimentos na educação (Juan José Mouriño Mosquera e Claus Dieter Stobäus)

Sentimentos e afetividade na Educação são temas que deveriam ser mais investigados e debatidos no meio acadêmico. Docentes deveriam saber lidar melhor consigo mesmos e comos outros, conhecer melhor como se produzem e manifestam seus sentimentos e afetividade, para poder lidar melhor também com seus alunos, colegas e familiares do aluno. Nosso artigo leva em conta aspectos do desenvolvimento humano, da Psicologia, mormente da Psicologia Positiva, sobre aqueles fatores que impulsionam para um desenvolvimento humano, entendido como um todo e durante o ciclo vital, bem como elementos de saúde, mais que dos aspectos de doença ou dificuldades/ transtornos no desenvolvimento.

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Orientação à queixa escolar

Autoria de Cíntia Copit Freller, Beatriz de Paula Souza, Carla Biancha Angelucci, Alessandra Nagamine Bonadio, Andrea Costa Dias, Flávia Ranoya Seixas Lins, Teresinha Elisete Coiahy Rocha de Macêdo

Trata-se de um trabalho de atendimento a crianças e adolescentes com queixas escolares, como, por exemplo, baixo rendimento e indisciplina em sala de aula. Parte-se da crítica à abordagem da Psicologia clínica tradicional, que exclui a escola da produção de tais queixas. Através de um processo breve e focal, que busca trabalhar com todos os envolvidos na rede de relações em que essas queixas se engendram, têm-se movimentado situações cristalizadas, despatologizado diversas
crianças e famílias e evitado longos tratamentos psicoterápicos desnecessários.


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Representações Sociais e Ideologia: conceitos intercambiáveis? (Roseane Xavier)

O objeto deste artigo é a Teoria das Representações Sociais. Seu objetivo constitui também sua hipótese: a possibilidade de aliar a leitura psicossocial a uma leitura sociológica do conceito de Moscovici, articulando-o com os conceitos de ideologia e hegemonia de Althusser e Gramsci, e estabelecendo diálogo com o conceito de prática articulatória de Laclau e Mouffe. A problemática que envolve essa discussão se refere à restrição do conceito moscoviciano ao momento da interação e sua insuficiência para abranger o âmbito do conflito e das relações de poder. Aos
conceitos de ideologia e hegemonia, por sua vez, faltaria espaço para o reconhecimento de que muitas idéias, valores e teorias implícitas no mundo vivido não estão necessariamente ligados a relações históricas de dominação, tampouco à luta de classes. A autora defende que tais conceitos
podem ser eficientemente articulados, desde que o conceito de representação social seja ampliado em seu caráter cognitivo e psicossocial, e os conceitos de ideologia e hegemonia sejam revistos em seu essencialismo e determinismo. A ponte entre o conceito de representação social de Moscovici e os demais é feita através das noções de “ideologia geral” de Althusser, de “teorias do senso comum” de Gramsci e do resgaste do conceito gramsciano de hegemonia como prática discursiva na abordagem pósestruturalista de Laclau e Mouffe.

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