Com as mudanças que as festas de fim de ano prenunciam e com todas as mudanças que novamente marcam o início de um novo ciclo em minha vida, resolvi mudar também este meu Blog profissional. Além de textos que eu penso ser interessantes, passarei a compartilhar também algumas reflexões e notícias a respeito de Ciência e Filosofia em geral, que eu penso ser importantes não somente para o aprimoramento profissional, como para o pessoal.
Espero que apreciem as mudanças que virão. Se não, o que eu posso fazer? ;)
"A maior fonte de energia é a vontade de vencer as próprias limitações." Charles Chaplin
24 de dezembro de 2012
16 de fevereiro de 2012
Desenvolvimento humano: contribuições da Psicologia Moral (La Taille, 2007)
Procuramos avaliar as contribuições do conhecimento acumulado pela Psicologia Moral para a compreensão do desenvolvimento humano, para sustentar a tese segundo a qual a fonte energética do dever moral precisa ser procurada não só em sentimentos exclusivamente morais, mas também em sentimentos que desempenham um papel para o próprio desenvolvimento humano no seu conjunto. Três são os passos da análise deste artigo. Em primeiro lugar, verifi car se há possibilidade de articulação entre teorias psicológicas que enfatizam a dimensão afetiva da moralidade (Freud e Durkheim) e outras que enfatizam a dimensão intelectual (Piaget e Kohlberg). Em segundo lugar, uma vez constatada a impossibilidade dessa articulação, sustentar que o sentimento de
vergonha, presente na moralidade mas também em outras dimensões do desenvolvimento humano, é condição necessária ao sentimento de obrigatoriedade. Finalmente, analisar se tal sentimento é passível de ser evocado como fonte energética essencial nas abordagens que enfatizam a dimensão intelectual da moralidade. (Resumo do próprio artigo)
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vergonha, presente na moralidade mas também em outras dimensões do desenvolvimento humano, é condição necessária ao sentimento de obrigatoriedade. Finalmente, analisar se tal sentimento é passível de ser evocado como fonte energética essencial nas abordagens que enfatizam a dimensão intelectual da moralidade. (Resumo do próprio artigo)
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A teoria do apego: elementos para uma concepção sistêmica da vinculação humana (Pontes, Silva, Garotti, e Magalhães, 2007)
A importância da teoria do apego para a psicologia do desenvolvimento se deve ao fato de esta oferecer elementos conceituais básicos que permitem pensar os vínculos afetivos do sujeito humano ao longo do ciclo de vida. Os postulados de Bowby e Ainsworth têm se mostrado passiveis dos ajustes demandados pela psicologia contemporânea que tem considerado o desenvolvimento como um fenômeno multideterminado que sofre a ação das variáveis que constitui o contexto no qual o sujeito se encontra inserido. Na perspectiva sistêmica, a noção de contexto envolve não apenas sua natureza física, mas também os elementos simbólicos e sociais. Entre estes se destacam os vínculos primordiais estabelecidos pelo indivíduo. As pesquisas recentes em apego destacam que não apenas os elementos individuais, isto é, as características dos sujeitos envolvidos na relação, mas também os fatores contextuais influenciam na formação dos vínculos afetivos. Assim, a dinâmica do apego está sujeita à ação de fatores de natureza individual, relacional e contextual. O objetivo deste artigo é discutir as mudanças em torno do conceito de apego e refletir sobre a necessidade de uma perspectiva integradora dos postulados iniciais com as novas vertentes sistêmicas e culturais presentes na literatura.
(Resumo do próprio artigo)
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(Resumo do próprio artigo)
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A perspectiva histórico-dialética da periodização do desenvolvimento infantil (Pasqualini, 2009)
O presente artigo se propõe uma análise dos estágios do desenvolvimento infantil na perspectiva histórico-cultural. Nele são apresentados os princípios ou fundamentos que devem sustentar a periodização do desenvolvimento na perspectiva de Vigotski, buscando-se evidenciar o caráter histórico e dialético das proposições do autor. São também apontadas, de forma breve, algumas das importantes contribuições de Leontiev e Elkonin a essa temática. Discute-se inicialmente a importância de uma abordagem histórica do desenvolvimento da criança, enfatizando-se a relação criança-sociedade e as condições históricas concretas como determinantes do processo de desenvolvimento infantil. Em seguida, são apresentados os fundamentos da periodização das idades na perspectiva vigotskiana, destacando-se a relação entre as proposições do autor e os princípios do método dialético. São então apresentados os estágios do desenvolvimento infantil provisoriamente identificados por Vigotski e, por fim, a análise de Leontiev e Elkonin sobre a periodização do desenvolvimento apoiada na categoria de atividade principal.
(Resumo do próprio artigo)
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(Resumo do próprio artigo)
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O desenvolvimento mental da criança (Piaget, 1998)
Neste texto o autor apresenta a dinâmica de desenvolvimento da criança de 0 a 12 anos, apresentando suas características e os movimentos de maturação ao longo dos quatro estágios básicos (sensório-motor; pré-operacional; das operações concretas; das operações formais). Com o estudo cuidadoso deste texto é possível perceber que, ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, Piaget não pensava o desenvolvimento humano de forma estática, presa aos estágios de desenvolvimento. Para ele, o crescimento intelectual e afetivo da criança é um processo dinâmico, marcado por rupturas e movimentos ascendentes em direção à maturidade.
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O Nascimento e a criança recém-nascida (Bee, 2003)
Neste texto a autora apresenta uma descrição do parto, dividido em três estágios. Também apresenta algumas informações a respeito de eventos característicos dos dois primeiros anos de vida do bebê, tais como o choro do bebê, ciclos de sono, alimentação e diferenças individuais, assim como as mudanças que o nascimento traz para a vida de todos os envolvidos.
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O que é Psicologia pre-natal (Wilheim, 1997)
Com uma linguagem de fácil compreensão, a partir da perspectiva psicanalítica, a autora traz informações e reflexões que permitem compreender com maior clareza como a singularidade do sujeito em formação se desenvolve desde o período intrauterino, bem como as relações que são estabelecidas entre mãe e bebê, que também compõe esse complexo processo que na psicologia chamamos de subjetividade.
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Ressignificando a psicologia do desenvolvimento - uma contribuição crítica a pesquisa da infância (Souza, 2001)
A psicologia, como campo de conhecimento científico, tem contribuído para a supervalorização da racionalidade adulta, construindo assim uma relação com a infância que a caracteriza como período de turbulência e desequilíbrio, além de diminuir sua importância frente ao mundo adulto. Com essa texto, a autora propõe que estes conceitos sejam desconstruídos e que novos possam ser pensados a partir da liguagem lúdica própria da criança. A força transformadora da relação que a criança constrói com o mundo por meio da brincadeira pode ser inspiradora para a transformação efetiva das relações sociais.
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Perguntas Básicas (Hellen Bee)
Neste capítulo a autora traz informações importantes para introdução ao estudo do desenvolvimento humano, tais como: o debate sobre a predominância dos aspectos naturais dos aspectos contextuais; a interação entre natureza e meio ambiente no desenvolvimento humano; existência ou não de estágios pré-fixados no desenvolvimento humano; e as contribuições de diferentes abordagens teóricas a respeito de processo de crescimento e amadurecimento humano.
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13 de fevereiro de 2012
Intervenção Institucional: possibilidades de Intervenção em psicologia escolar (Marinho-Araújo e Almeida, 2005)
Neste texto as autoras apresentam como uma possibilidade de intervenção psicológica no contexto escolar algumas técnicas e procedimentos sobre as relações interpessoais e processos psicoeducacionais estabelecidos na escola, partindo do pressuposto que os aspectos institucionais tem grandes influências sobre esses processos.
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Novos paradigmas na prática do psicólogo escolar (Andrada, 2005)
Este trabalho reflete acerca das implicações paradigmáticas envolvidas na prática do Psicólogo Escolar nos dias de hoje, que tem sido modificada radicalmente ao longo de sua história voltando-se para uma prática relacional, baseada em um pressuposto do ser humano em construção histórica e social. Entretanto, quando este profissional adentra uma instituição educacional, depara-se com inúmeras dificuldades: falta de compreensão de outros profissionais da educação acerca do papel do psicólogo na escola; manutenção de uma prática excludente, individualista (o problema está no aluno ou na sua família), caracterizando um pensamento cartesiano e linear de causalidade. Porém, confrontando posturas, poderá criar espaços de reflexão junto aos sujeitos da escola, visando criar condições mais justas de existência. A partir do pressuposto histórico-cultural e da teoria sistêmica, apresentam-se formas de criação destes espaços de reflexão acerca dos problemas da escola, cujos resultados apontam para uma nova prática do profissional de psicologia escolar. (Resumo do próprio artigo)
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Prontuários revelando os bastidores do atendimento psicológico à queixa escolar (Souza, 2005)
Este artigo tem como objetivo apresentar a análise de prontuários de crianças e adolescentes encaminhados aos serviços psicológicos por apresentarem dificuldades no processo de escolarização. Constata-se que a psicanálise é o referencial hegemônico dos psicodiagnósticos; as questões escolares pouco comparecem nos roteirosde entrevistas psicológicas; os testes são os instrumentos principais de avaliação psicológica e os encaminhamentos desconsideram ações no campo educacional. Tais dados indicam a necessidade de repensar as práticas psicológicas frente aos encaminhamentos por problemas escolares.
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Psquiatria e Pensamento Complexo (Soar Filho, 2003)
Este trabalho propõe uma reflexão sobre os fundamentos epistemológicos da ciência tradicional, a partir de algumas questões que são consideradas importantes para a análise crítica do discurso psiquiátrico, entre as quais a reificação dos constructos teóricos, a existência de proposições auto-corroborativas e os processos de disjunção e redução do conhecimento. Tomando como premissas (a) a construção social do conhecimento e (b) o caráter fragmentário da ciência tradicional, são explicitadas as bases de um novo paradigma, “sistêmico” ou “complexo”, em direção ao qual caminha a ciência contemporânea. Entre as implicações de tal paradigma para a psiquiatria estão a superação das tendências reducionistas e disjuntivas nela presentes; a compreensão da contingência de que o ser humano é, por natureza, cultural e de que nenhuma abordagem pode, isoladamente, abarcar toda a complexidade da condição humana; e um entendimento do diagnóstico psiquiátrico como um ato semiótico, o qual participa recursivamente da construção da doença. Conclui-se apontando a necessidade de diálogo interdisciplinar entre os vários discursos sobre a condição humana (neurobiológicos, psicodinâmicos, antropológicos, etc.) e apresentando alguns exemplos de investigações que vão neste sentido. (Resumo do próprio artigo)
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Educação Bancária e Educação Libertadora (Freire, 1997)
Excerto do livro "Pedagogia do Oprimido", publicado com autorização da família no livro "Introdução à Psicologia Escolar", organizado por Maria Helena Souza Patto. Neste texto o autor revela com muita propriedade a ideologia escondida nos métodos tradicionais de educação e aprensenta como proposta pedagógica o que ele denomina de "Educação Libertadora". Segundo essa abordagem de ensino, as diferenças hierárquicas entre professor e aluno diminuem drasticamente, implicando em maior troca dialógica de conhecimento, assim como maior respeito mútuo entre esses personagens centrais do processo educativo.
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Psicologia, Educação e LDB: novos desafios para velhas questões? (Del Prete, 2002)
A partir de uma análise cuidadosa das implicações da LDB para a atuação profissional em Psicologia, a autora discorre sobre como a lei, ao mesmo tempo, acirra a clássica dicotomia entre conhecimento científico e prática e levanta possibilidades de intervenção para as demandas apresentadas pela educação brasileira, mas que representa necessidades bastante antigas, principalmente no que diz respeito à qualidade da educação pública e das características da formação que esta educação possibilita.
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Delimitando espaços, estabelecendo conexões & Professor e Escola (Marinho-Araújo, 2005)
São dois capítulos de um mesmo livro, espectivamente os capítulos 2 e 3. No Capítulo 2 (Delimitando espaços, estabelecendo conexões, a autora apresenta a instituição escolar como uma organização de trabalho com caracaterísticas muito particulares e o sistema de educação na qual está inserida, de forma que levanta uma série de questões que se apresentam ao mesmo como obstáculos e potencialidades para a atuação do psicólogo e, por isso mesmo, chamadas de desafios para atuação profissional. No texto seguinte (Capítulo 3 - Professor e Escola) a autora ainda apresenta o professor como trabalhador da educação e as implicações do trabalho docente para a constituição da subjetividade do profissional da educação.
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Disciplinas e Assuntos:
Psicologia Escolar,
Psicologia Institucional e Processos Grupais
Psicologia escolar: pensamento critico e praticas profissionais (Meira, 2000)
A partir dos pressupostos do materialismo histórico-crítico, a autora apresenta os eixos do pensamento crítico em si mesmo e do uso de seus pressupostos na Educação e na Psicologia, bem como na própria Psicologia Escolar, apresentatando quatro eixos de ação que precisam estar presentes na práxis do profissional de Psicologia que deseja superar os limites impostos por uma prática positivista, pautada no modelo médico de atuação.
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Psicologia e Educação no Brasil: um olhar histórico-crítico (Antunes, 2003)
De uma forma bastante didática, a autora apresenta o desenvolvimento histórico das relações entre Psicologia e Educação desde o período colonial até a virada do século, enfatizando os desafios para o campo de atuação denominado "Psicologia Escolar/Educacional".
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A família contemporânea em debate (Carvalho [org.], 1995)
Neste arquivo estão dois capítulos do livro mencionado no título da postagem.
O primeiro, com o título "Família, algumas inquietações", de autoria de Elizabete Dória Bilac, nos traz algumas reflexões importantes para pensar na crise conceitual do fenômeno família, contribuindo para uma perspectiva que considere a historicidade do mesmo.
O segundo, entitulado "Família e individualidade: um problema moderno", escrito por Cynthia A. Sarti, apresenta a questão da constituição individual de cada pessoa no contexto familiar como um processo advindo da modernidade e das influências desse momento histórico nas relações familiares descritas na atualidade.
Textos de fundamental importância para pensar a família como processo historicamente e socialmente localizado.
Da familia medieval a familia moderna (Ariés, 2006)
Neste texto o autor descreve as principais mudanças que ocorreram no modo de organizar as famílias durante a modernidade, o que deu origem á forma "tradicional" de família que temos hoje. A forma como ele trata o t auxilia a enxergar outros momentos históricos sem os juízos de valor dos nossos tempos e contribui para a percepção de que família não é um fenômeno assim tão natural.
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